Quando a Canção Encontra a Dança: Nossa Gratidão a Fábio Soares
Quando a arte encosta na memória, o mundo desacelera — e algo sagrado se abre, quieto, profundo.
Ouvir Fábio Soares agradecer pela nossa coreografia em “No Ocaso dos Teus Olhos” é perceber que cada passo que damos não é só movimento. É herança. É reza antiga. É vida que continua.
Ali, no compasso, moram histórias.
Histórias de avós que alinham destinos com mãos firmes e corações moles.
Avós que nos ensinaram a fé que mora num abraço demorado, a força que se revela no silêncio, a ternura que inaugura os primeiros afetos.E hoje, quando a música atravessa o corpo do nosso grupo e encontra pouso na nossa dança, eu entendo: homenageá-las é manter acesa uma chama que o tempo não ousa soprar.
É dar voz ao que permanece.
É deixar que elas sigam dançando conosco, por entre varandas, lembranças e mundos inteiros.
Gratidão, Fábio.
Pela arte. Pela tua sensibilidade.
Por permitir que a tua canção seja ponte entre nós e quem nos antecedeu.
E agora, que se abram as porteiras e que ecoe o tema: NAS VARANDAS DO TEU MUNDO.

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